Conceito de Atenção Farmacêutica

O conceito de atenção farmacêutica compactua integralmente com a globalização de ações voltadas à saúde, tanto quanto com os ensinamentos de Hipócrates.

A atuação do profissional farmacêutico vai muito além do preparo e da dispensão do medicamento: “os serviços farmacêuticos implicam, igualmente, o envolvimento em atividades de promoção da saúde e prevenção de doenças nas populações. Quanto o tratamento é necessário, o farmacêutico deve assegurar-se, em relação a cada paciente, da qualidade do processo de uso dos medicamentos, de modo a conseguir o máximo efeito terapêutico e evitar reações adversas indesejáveis. Isto pressupõe que tendo em vista os resultados terapêuticos, os farmacêuticos aceitem partilhar responsabilidades com os outros profissionais de saúde e com os próprios pacientes” (OMS, 1993).

A Atenção Farmacêutica tem a finalidade fundamental de promover a farmacoterapia planejada, para encontrar os resultados definitivos que melhorem a qualidade de vida do paciente. Esta requer três funções distintas, que são: iniciação, monitoramento e administração da Atenção Farmacêutica. Em determinados países, cada vez mais os pacientes usam tratamentos complexos em centros de saúde ou em suas casas. Esta mudança ocorre por razões diversas, tais como o aumento do número de pessoas idosas e a tendência de encurtar o período de tratamento hospitalar. Por isso acredita-se que a Atenção Farmacêutica se estenderá além do estabelecimento da farmácia e que os farmacêuticos tenderão a colaborar entre si para garantir a continuidade desta prestação de serviços (OMS, 1993).

A Atenção Farmacêutica, a parte mais pulsante do que se denomina farmácia clínica, é um broto novo que dá sinais vigorosos de crescimento no Brasil. Embora seja parte da farmácia clínica, a Atenção Farmacêutica confunde-se com ela. A farmácia clínica nasceu nos anos 60, nos Estados Unidos. O seu pólo irradiador foi um grupo de professores e estudante da Universidade de São Francisco na Califórnia. O fenômeno industrial roubou o espaço dos farmacêuticos que, antes, não só eram os proprietários das farmácias, como também atuavam manipulando e até produzindo princípios ativos. Com a massificação da produção, o farmacêutico passou a ser visto pela sociedade como um mero dispensador de medicamentos. Os professores e estudantes da Universidade de São Francisco encontraram na Atenção Farmacêutica a resposta para a questão que inquietava a categoria farmacêutica (Menezes, 2000).

A profissão farmacêutica está, historicamente, entre as mais antigas atividades profissionais e desenvolveu-se como parte integrante da sociedade com o objetivo de servi-la, e tem, ao longo de sua existência, prestado relevantes serviços à humanidade. A atividade profissional deve emanar da aplicação do conhecimento formal, algumas vezes, de forma altamente modificada por tarefas complexas ou, ainda, para dar respostas a uma necessidade imediata. Entretanto, o profissional não pode ir além daquilo que o seu conhecimento formal, perícia e experiência permitem para a sua atividade específica, estabelecidos no âmbito profissional e regulamentados pelo código de ética profissional e pelo poder público. Neste contexto, cada grupo profissional necessita de conhecimento formal básico e específico (formação acadêmica) que o habilite ao exercício a sua profissão e possa distingui-lo dos leigos. Esse conhecimento formal apenas se concretiza, se for ampliado pela pesquisa e criatividade do raciocínio teórico. A profissão farmacêutica, como todas as outras profissões, vem sofrendo transformações ao longo do tempo (Freitas et AL., 2002).

À farmácia compete criar, fabricar e dispensar medicamentos. Nisso, ela assemelha-se a uma oliveira. As raízes e o tronco representam a criatividade científica; os ramos, o desenvolvimento e a fabricação; as olivas, as receitas individuais. O farmacêutico não pode nem deve abandonar nenhuma área de seu exercício profissional. “Por que contentar-se com uma oliva quando se pode ter a árvore?” (Korolkovas, 1982).

 

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